DISNEY DE ADULTOS
Você acredita que este avião trouxe o Mike até aqui, e irá até a África pela Europa ? Sim !!! Parabéns Mike, pena que não conseguimos nos encontrar, e o Martin falou que você já partiu hoje de manhã.Minhas impressões de uma viagem diferente, de São Paulo a Oshkosh (EUA) a bordo do foguetinho branco, um avião construído em casa por Martin Maien, Glasair IIFT. Com direito a paradas no Caribe, e visita a maior feira de aviões do mundo.
Você acredita que este avião trouxe o Mike até aqui, e irá até a África pela Europa ? Sim !!! Parabéns Mike, pena que não conseguimos nos encontrar, e o Martin falou que você já partiu hoje de manhã.
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Cessna Centurion, 1961, ainda falta uns detalhes, mas está lindo, na foto, Dan (o dono), Steven (piloto) e Martin
A quantidade de condomínios no caminho
Por quilômetros foi possível de ver, como na Florida, os condominios com casas com árvores em volta, super bonito o visual, menos piscinas já que o inverno aqui é muito gelado. Estamos no meio Oeste dos EUA a NW de Chicago. Dan é colecionador de aviões tem uns 8 ou 9 e foi muito bacana em nos dar essa carona.
Quando chegamos em Juneau, o carro alugado de Dan já estava nos esperando, ao lado do avião ! O avião atrás de mim é um Pilatus TBM lindo. No FBO, novamente um padrão muito alto, com muitos pilotos desta vez, esperando o horário de Oshkosh abrir e continuar o vôo, só permitem a chegada lá após os vôos-shows da tarde. Dan resolveu que seria melhor pousar em Fond du Lac, porque em Oshkosh a 'saída é difícil, fica congestionado de aviões.

Fond du Lac, a pista mais proxima a Oshkosh com torre temporária
De Juneau a Fond du Lac, nos dividimos, 2 no carro e 2 no Cessna, eram apenas 9 minutos de vôo, já haviam 180 aviões estacionados. Chuva boa chegou logo em seguida. Aliás, aprendi muito com o piloto Steven, mostrou o GPS 476 da Garmin, que recebe informações dos radares do sistema meteorologico americano. É sensacional, dá pra ver todas as nuvens de chuva e tempestades em tempo real, as informações dos radares visíveis, doppler, infravermelhos todos disponíveis num instrumento portátil !!! DEMAIS. E mais outros detalhes...
Fond du Lac estava beeem movimentado, com 7 aviões para decolar e outros tantos para o pouso, e a chuva entrando.

Steven estaqueando o Cessna debaixo de chuva torrencial

Após a chuva o sol ainda apareceu as 19:00 ...

Nossos ultimos quilômetros foram a bordo de um Toyota Corolla, mas finalmente chegamos a Oshkosh, palco da maior feira de aviação do mundo. Não foi exatamente da forma que pensávamos, mas chegamos com saúde e felizes !!!
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Frankfort,
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Estamos a apenas 2 horas de vôo de Oshkosh, e a 45min de carro de Indianápolis (sim aquela das corridas das 1000 milhas).
Nos ofereceram CARONA com um Cessna 402, então chegaremos na quarta feira em Oshkosh de aviãozinho, um pouco maior (6 pessoas).
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A Sra que cuida do aeroporto de Green County, Geórgia, e toca o FBO (vende combustível, comida, óleo, bebidas, etc) foi super atenciosa conosco. Gentileza total, a la americana mesmo. 

Iniciamos com céu azul total, mas 30” de vôo o tempo piorou rapidamente. Com a visibilidade reduzida, quase entramos nas nuvens, tivemos que voltar um pouco para perder altura. Várias vezes tivemos que desviar mais que 90 graus do tempo ruim. Estávamos entrando na cadeia de montanhas dos Apalaches na região dos Great Smoky Mountains e Chattahoochee National Forest.

Montanhas de até 1700m (5000 pés) dificultaram bastante nosso vôo, andamos para trás muitas vezes. Chuva, visibilidade ruim, tornaram esse vôo um pouco complicado. De quando em vez o tempo melhorava, mas em frente piorava novamente. Como estávamos voando o tempo todo com Flight Following, pedimos ao controle a nos ajudar, e ele pelo radar meteorológico nos recomendava a desviar para esquerda ou direita por várias vezes. Pistas ao nosso redor o tempo todo, então sempre a alternativa para pousar. Uma hora vi uma pista linda, e quase pousamos, no último momento vi o céu um pouco mais claro, resolvemos tocar um pouco mais em frente. E assim voamos por 1hora, que pareceu levar muito mais tempo. A ajuda dos controladores foi vital, aliás, ninguém NUNCA nos perguntou o código DAC, pessoas a bordo, e todas outras informações burocráticas que nos perguntam no Brasil. Escutamos no rádio um “Brazilian Airforce” um avião da FAB voando por aqui também. Ainda bem que estávamos em 2, pois no Glasair não dá pra soltar o manche por 1 seg, o avião engrena para esquerda, ou sobe ou desce, bem nervoso.
E tinha que olhar para fora o tempo todo, para não entrar nas nuvens, desviar da chuva, voamos a 1000 pés AGL ou até mesmo várias vezes, depois um pouco mais alto mas não muito. Enquanto um olhava o mapa, o outro voava, realmente foi um bom vôo em equipe, sempre discutindo qual o caminho melhor a tomar, pois havia vezes que a chuva parecia mais clara, e enganava. A meteoro aqui bem diferente do que nos Brasil ou mesmo na Amazônia, a névoa reduz muito a visibilidade, complicando o vôo. Sozinho provavelmente teria pousado muito antes.
Ralando nas Apalaches
O controle de tráfego aéreo aqui é para ajudar de verdade, passamos próximo a Atlanta e outras cidades grandes, sem nenhum problema. Apenas uma vez o controle pediu para desviar de uma área militar ativada, e mesmo assim por apenas 15 minutos.
Tempo aos poucos melhorando, resolvemos usar o ultramoderno sistema científico de determinar onde iríamos pousar. Chutamos uma pista com 5.000 metros na rota, a Noroeste de Indianápolis, bem na nossa rota. Frankfort, Indiana.
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A esquerda os condomínios, e a direita o Everglades (pântano) parque nacional mesmo, vejam a diferença !
Muita coisa nos impressionou neste vôo:
- a absurda quantidade de condomínios na Florida toda, casas com piscina, jardim, etc etc
- o número de aeroportos, a cada 5 min outra pista, a maioria com 2-3 pistas, bases militares, aeródromos pequenos, etc...
- ver o Cabo Canaveral, e poder passar perto dele, sem grandes restrições
- muitos aviões voando na região

Os aligators esperando por nós, nenhuma diferença dos Jacarés Amazônicos, mas ao fundo um monte de casas, e a praia da Flórida

Cabo Canaveral, rampa de lançamento dos foguetes americanos, lá na Guiana Francesa tínhamos de passar a dezenas de quilômetros de distância, esse país ainda é o da liberdade...
Hoje voamos muito mesmo, ao redor de 1800km, o avião rendeu bem, com tudo funcionando as mil maravilhas. Tivemos de efetuar vários desvios por causa de chuva a Flórida, mas para o norte o tempo menos úmido garantiu um ar mais estável. Peguei a manha da fonia, voamos com “Flight Following VFR”, com isso garantimos não entrar em nenhuma área restrita ou proibida. Posso dizer que é MUITO FÁCIL E DESBUROCRATIZADO voar nos EUA, mesmo com o enorme tráfego aéreo, é o país da aviação mesmo.

O movimentado Jacksonville International Airport
Ficamos na dúvida sobre a quantidade de combustível, então no meio do vôo alteramos nosso destino para uma pistinha no meio da Geórgia. O nível de gasolina estava meio baixo, e assim resolvemos pousar antes.
Escolhemos a pista porque estava a 30” antes do nosso destino, pelo mapa mesmo. O lugar é bonito, interior dos EUA mesmo a NE de Atlanta. Até o cachorro da dona do FBO local veio nos receber, padrão americano super amigável. Nos arrumou um hotel perto, e ainda os pilotos de um Citation Excel que pousou logo depois de nós nos deram uma carona para o hotel. Eles haviam batido num pássaro pouco antes do pouso, mas por sorte nada aconteceu para o avião, o infeliz morreu ao chocar-se com a asa do jato.
Esvaziando o tanque principal do Glasair
O jantar custou USD7.55, pode isso ? Verdade que foi num fast food mesmo, saladinha com frango. Ao lado do hotel, com o tradicional “strip”, que tem McDonalds, Wendy’s, Waffle, Pizza Hut, fomos no único que não conhecíamos...mas igual aos anteriores no final. Hotel padrão EUA, carpete de sempre, bom chuveiro, boa cama, e até ferro de passar.

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A costa do mundo civilizado novamente !!! E os CBs ao fundo
Só o tempo como sempre não nos ajudou, muitos desvios por causa da chuva no caminho, e próximo a Flórida tivemos que ficar atentos a linha de tempo ruim, paralela a costa. O pouso em Ft Larderdale foi ótimo nesta o Martin acertou na mosca. Após o toque, a Torre pediu para sairmos rápidamente, atrás de nós estava tocando um Jato Executivo grandão.
Pompano Beach ou ... ? Quem acertar ganha um picolé ... a pista fica na perna do vento de Ft Lauderdale Executive (onde pousamos) Vejam o hangar do Blimp a esquerda, tá fácil reconhecer :)
Alfândega foi rápida, checaram o avião e os nosso documentos. Os aviões estacionam na frente do “Customs” e são atendidos de forma seqüencial.
Fomos depois para o hangar ao lado, enquanto Martin enchia o tanque com gasolina fui comprar as cartas aeronáuticas novas, pois a cada ano existem algumas mudanças, não pode usar as antigas (aqui antiga é fora da validade). Em 10 minutos, consegui imprimir toda nossa rota para Oshkosh, além de olhar a meteorologia, via internet. Ninguém pediu nossos documentos, e como voamos visual não é preciso preencher plano de vôo !!!!


O pequeno jatinho que chegou depois de nós, logo depois a Alfândega me proibiu de bater fotos no local, esta ainda saiu bacana.
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Greenboro, 23.07.2007
Die elektronische Zuendung kam aus den USA und wir konnten endlich weiterfliegen. Ueber Georgtown, Trinidad, Grenada ging's zur Insel Santa Luzia, wo wir am spaeten Abend landeten.
Offiziell gibt es dort keine Benzin, wir haetten also garnicht dort landen duerfen.... aber da wir schon dort waren, mussten wir Flugbenzin ueber Umwege besorgen. Von Santa Luzia, eine ehemalige britische Kolonie mit Linksverkehr, ging es ueber Martinique, Dominca, San Maarten na Tortola, zum Auftanken und dann weiter nach Providenciales zum Uebernachten. Auf dem ganzen Flug hatten wir ueberwiegend schlechtes Flugwetter, starke Bewoelkund und viel Regen (Amazonas). In der Karibik hatten wir sehr viel Dunst und schlechte Sicht auf die Inseln. Meisten flogen wir nach Instrumenten in den Wolken oder im Nebel.
Heute sind wir von Providenciales nach Fort Lauderdale - ca. 950 km - geflogen und nach kurzem Aufenthalt weiter in Richtung Oshkosh. Unser Ziel war Athens, doch da das Benzin knapp wurde, entschieden wir 50 Meilen vorher in einer kleinen Stadt Greenboro zu landen und zu uebernachten. Insgesamt sind wir heute ca. 1800 km geflogen. Von hier sind es noch ca. 750 km nach Oshkosh, die wollen wir morgen Frueh fliegen.
Nach dem unerwarteten Zwischenfall in Cayenne - mir bis heute ein Raetsel ist - hat sich mein Flugzeuge wunderbar benommen.
Naechster Bericht aus Oshkosh.
Herzlichst,
Martin
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Impondo a Farofa a Bordo !!! Tem lugar para mais 1 mapa ? 
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Na final do pequeno aeroporto
Decolando de Sta Lucia
As 10:00 estávamos no ar com a idéia de voar até a Republica Dominicana, mas a perna era grande demais, não daria para chegar. O tempo estava um pouco estranho, algumas chuvinhas na rota, que fomos desviando. A Martinica, foi a ilha que me impressionou com a quantidade prédios na ilha, bem povoada mesmo. Passamos ao lado da ilha de Montserrat totalmente deserta, até comentamos como ela estava feia. A erupção de 1995 destruiu a capital Plymouth e deixou a ilha de Montserrat praticamente desabitada ao forçar os habitantes a deixarem a região. Outra grande explosão em 1997 matou 20 pessoas e destruiu por completo a pista do aeroporto local (escrito devasted no mapa), arrasando de vez com a indústria de turismo local. Em 2003 outra forte erupção destrui o topo da montanha.
Em Tortola a torre esqueceu da gente e fizemos um ótimo turismo em cima da grande baía, coalhada de enorme veleiros. Quando os chamei, ele autorizou voltar para a pista e pousar. Foi um dos melhores pousos do Martin, pois ele veio com o avião no motor, o Glasair tem se mostrado um pouco instável no pouso sem motor, pois o CG está muito para trás devido a bagagem que levamos.

Chegando em Tortola (BVI)
O lugar é maravilhoso, vale a pena voltar para lá com mais calma. Fui fazer a burocracia no terminal, e não deixaram, se for um pouso rápido apenas de reabastecimento, não precisa de NENHUM DOCUMENTO !!! Bem diferente das republiquetas mais ao sul, Torola faz parte das Ilhas Virgens Britânicas (BVI). O mais engraçado que entrei na sala de plano de vôo fiquei preso, todas as portas travadas, sem possibilidade de sair, e não havia ninguém. Bebi uma água gelada e tentei entrar em todos os escritórios, num deles, destrancado achei a lista de ramais, e liguei para a Torre de Controle, que deu risada, e veio me resgatar.
Foi ótima a escala em menos de 40” conseguimos decolar, sem a enrolação tradicional dos outros aeroportos. Viva os Ingleses !

Tudo pronto para atravessar o mar
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